domingo, 9 de novembro de 2008

[res] saca ?

, às vezes sinto que alguém está escrevendo a minha vida [por mim].

Mas a minha gentil rebeldia é saber, intimamente, sem constrangimento, que não sou literatura.

Calabouço

Incompreensão é como quando se quer mijar de pau duro.

sábado, 8 de novembro de 2008

Back to black

And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside

[Amy Winehouse]


He left no time to regret
Kept his dick wet
With his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry
Get on without my guy
You went back to what you know
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked
I'll go back to black

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to...I go back to us

I love you much

It's not enough
You love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside

We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

Black, black, black, black, black, black, black
I go back to
I go back to

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to


We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coração Chapado

Feliz pelo nariz
porque dentro de mim
há nós.


Lola Calderón .

Graves Escritos de Gaveta - Grafitados - impublicáveis



Trechos dos vinte anos de Andrei Moura:




Escrever pra não intoxicar.


Pra provocar.


Escrever pra roçar a vida,


para esporrear na morte; e renascer. reviver. tresviver.




res.pirar.






Leve como um hálito.






Eros e Thanatos





"Ainda revisita-me pensamentos e pênis , a
tua imagem.Tuas falas, teu falo. Eu búfalo dentro de ti.
Narinas dilatadas, suspiros arrancados lá do profundo, do
mais fundo...Nossos corpos em êxtase elétrico.Tétrico
depois, o desfecho. Emborcado desfecho...tão apto a ser
questionado-interrogado num processo de repetição louca,
infecunda ..."



"(...)Somos díspares, somos esporas espinhentas
e esporreadas violentas... e se em algum ponto singular nos
encontramos - nos encaixamos suaves e com brutalidade- é
isso que me importa, que me sustenta, que me faz levitar,
que me ergue por dentro a cantar enlouquecido cantilena
sequelada de sentidos, esmorecida de significados maiores
e mais amplos..."




" A vida, o tempo.. vão remodelando as
coisas, imprimindo-lhes novos contornos...No fundo, a minha
angústia mais latente sempre foi essa...diante dessas
transmutações (in)visíveis transcorrendo naturais,
impúdicas e impunes. O que foi não mais é... nem nunca mais
será. O que está sendo, um dia será já foi e também não
voltará a ser. Assim é... REFIZ A MINHA ESCOLHA.
ACOLHI A VIDA."




E o inédito Francisco Fernandes:



... E o que fazer...quando nada pode apagar
pensamentos doloridos, lembranças que te fazem chorar por
dentro, calabouços perdidos, olhos que ardem e não molham
sua face, e apesar de tudo, de toda a bagunça lá dentro,
você não quer sair, quer ficar ali, acolhido nos pedaços de
batidas frenéticas que restaram, e parece que nunca mais
tudo será como antes, e parece que tudo será como antes...E
ainda não sei se já fomos melhores...Ou mais felizes...
Esquecemos.





E quanto tempo vai durar o amor? ele tem um
tempo?
Não esqueça de todo dia olhar o sol com um pouco de
esperança, não esqueça de regar as pedras, esqueça as
flores, regue apenas as pedras...
Cante baixinho sua canção predileta e grite alto sua dor
mais profunda...Chore e lamente..Culpe a Deus...Não lhe dê
indiretas o chamando de destino...Chame-o por Deus...
Não fale de tristezas com tanta propriedade...Lembre das
dores que achou que nunca fosse superar e agora respira e
... Escreve.




...Veja algo sagrado que tire do teu rosto
áspero algum brilho verdadeiro... Nada pode mudar..Está
tudo muito bem...Muito bem...
Passe nas lojas, nas mesas, nos livros ilustrados e espere
de novo alguém aparecer, espere por toda tua breve
eternidade...
Queria muito ver tua felicidade... Me encha de esperança e
me empurre lentamente pro abismo...Eu quero ver o abismo de
perto...ver se ele é mais escuro que o pardo do teu olho...
Está ficando escuro, apague todas as luzes, o ensaio da
noite precisa estar completo, está ficando claro, e ainda
não pertenci ao dia, ele não me pertenceu, feche seus olhos
e reze pra que tudo passe devagar e urgentemente, não
saberemos até quando é possível suportar, hoje foi um pouco
de nós, e nada de nós, e é esse quase que não se completa e
esse logo que não chega que está aos poucos nos matando...

Cigarro de Artista ou Chumbo Violento


Geram máquinas
rodam peões, deslizam,
Luzes solares acanham
mutilam partes podres
dos corpos sós
enfrentam desertos
deixando partes...
Braços, joelhos, tronco
às vezes, a cabeça
Dada a leões famintos
Miolos que fervem, fervem
rastros na areia
crime!


Lola Calderón

Os Caminhos Em Que Rodei (An-Dante)

Desde cedo vi minha tendência à solidão
saltar aos olhos!
rodeei os caminhos da imaginação com pés... no chão
minha casa são todos os lugares
mas nenhum deles me pertence como as paredes
que me entendem ando só, mas só em tudo
a estrada de chão batido sou eu
a árvore, os passantes...
não sei nada sobre eles, os desconheço
Os que me deparo pelas estradas...sei...sei
que são invenções de grandes batalhas
já me vesti delesjá me vesti de mim
me calo, finjo ou enlouqueço
3 saídas de um caminho
e conheci pelos três
vendo neles quem sou...
Me desfragmentando em pontos separados e manipuláveis
sou só, mas só é dormente... a confusão?

pois me vi em olhos passantes - amigos
como eu, me falaram de vidas
como as minhas, pude me libertar com as faces
alheias...pude amar e assim saber...
(digno, digno de um solitário)



“já me vesti de mim
e que roupa que cai bem
procuro meu repouso."

(Felipe Courtes)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ninguém suporta a glória

http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=3205


Eu não me importo com nada que falem de mim. Contanto que seja verdade !



Com Darlene Glória, Rebeca Neumann, João Carlos Pereira, Diego Gabrig, Julio Lobato, Felipe Rio


O que leva uma atriz no auge da fama e da beleza se calar e sumir? Conheça Darlene Glória, a Greta Garbo do cinema brasileiro dos anos 70, nesta bela homenagem.Toda mudez será castigada!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Invólucro

“Envolvo os sintomas da febre
Pesada ... Na febre!
Aqui!
consta a vida
Do feto que se forma
Em mim!
E em mim para que tua vida exista
Era minha vez!
Morrer pra nascer.

Eternos no peito
Etéreo da morte”



Lola Calderón

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nasci congelada pelas regras do tempo

Um grito maior em meu ouvido

Quebrada em um

Ponto de fulgor(torna-se).

Como o ar

.Que respiro.

Amaldiçoei o tempo.

O corpo.

(Lá se vai mais um ato sublime.)

Que não me falta vontade

De respirar.

Logo vi.

Não se pode sugar mais do que já se é.

Apenas oscilar.

A

Intensidade

Que desconhece meio termo.

Gritando o fulgor, temendo o frio

Gritando, vento!

Temendo o brilho.

Dolorida a força de cima a baixo.

Corroe-me, ressacas e socos.

Leva o horror.

Deixa o bom.

Que é pra eu subir mais!.


[DJALMA NOBATO]
Mas como fazer se não te enterneces com meus defeitos ,enquanto eu amei os teus. Minha candidez foi por ti pisada. Não me amaste, disto só eu sei. Estive só. Só de ti. Escrevo para ninguém e está-se fazendo um improviso que não existe. Descolei-me de mim.

só o errado me atrai, e amo o pecado, a flor do pecado.


C. L , in A. V.

domingo, 5 de outubro de 2008

"Quero lhes contar do meu ser a três mas é tão difícil, goi goi, é ser de um jeito inteiriço, cheio de realeza, é ser casto e despudorado, é um ser que vocês só conheceriam num vir a ser, é como explicar à crisálida que ela é um casulo agora e depois alvorada, é como explicar o vir a ser de um ser que só se sabe no AGORA, aí como explicar o DEPOIS de um ser que só se sabe no instante?" H.H.
roleta

russa

.

domingo, 28 de setembro de 2008



- Tudo o que eu fiz faz parte da minha história. Faz parte de mim. Eu não posso tirar de dentro de mim.
- Mas você faria outras loucuras?
- F... arei, farei, farei !

Quando penso no que já vivi me parece que fui deixando meus corpos pelos caminhos. C. L. , in . A.V.



http://www.youtube.com/watch?v=yUPHvq3ro40

sábado, 27 de setembro de 2008

Reminiscências

Todos os homens que me amam, morrem.


Você é maldita!





.

.

.

Narrador : Ele jurou nunca mais amar ...


- Eu renuncio para sempre ao amor !

Caio Fernando Abreu

"Aquele menino trazia na testa a marca inconfundível: pertencia àquela espécie de gente que mergulha nas coisas às vezes sem saber por que, não sei se na esperança de decifrá-las ou se apenas pelo prazer de mergulhar. Essas são as escolhidas — as que vão ao fundo, ainda que fiquem por lá. "

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ironia

e no entanto tanta coisa se aprendeu com Bruno Adams.
Em dias sem vento as nuvens no céu parecem fixas



...como num quadro...

(Tiago Valverde)

Vitrine

Sou um potro xucro em uma redoma de vidro.


[Andrei Moura]

terça-feira, 16 de setembro de 2008

sim. é sofrimento. e é de verdade.

sábado, 13 de setembro de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Minha Vida Sem Mim

"Mamãe tá certo
Eu me dei mal na escola
Isso acontece
Mês que vem eu melhoro
eu melhoro

Mamãe tá certo eu pisei na bola
Quebrei vidraça
Fiz a maior pirraça
Mamãe tá certo
Eu fui pro fundo e não pode
O mar tá bravo, que bode!"



óbvio: Cazuza

domingo, 7 de setembro de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=DlpoH_-x8QQ


http://www.youtube.com/watch?v=Sz2Oevn85aQ&feature=related

Papoulas de Julho


Sylvia Plath





Ó papoulinhas, pequenas flamas do inferno,
Então não fazem mal?


Vocês vibram. É impossível tocá-las.
Eu ponho as mãos entre as flamas. Nada me queima.



E me fatiga ficar a olhá-las
Assim vibrantes, enrugadas e rubras, como a pele de uma boca.



Uma boca sangrando.
Pequenas franjas sangrentas!



Há vapores que não posso tocar.
Onde estão os narcóticos, as repugnantes cápsulas?


Se eu pudesse sangrar, ou dormir!
Se minha boca pudesse unir-se a tal ferida!


Ou que seus licores filtrem-se em mim, nessa cápsula de vidro,
Entorpecendo e apaziguando.
Mas sem cor. Sem cor alguma.





Trabalhador : aquele que tanto faz como tanto fez.


[Marcelo Lohengrin]

sábado, 6 de setembro de 2008

I nocênciA

Nem toda larica é lírica .


[ Carlos Mojito + Marcelo Lohengrin]

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A indecisão não existe. É só uma decisão mais larga, elástica ...


[ Marcelo Lohengrin]
A complacência é a fraqueza de maior beleza.


[Marcelo Lohengrin]

paradoxo

Os hedonistas sofrem mais.


[Marcelo Lohengrin]

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Filantropia é para seres sem imaginação.


[ Marcelo Lohengrin]

domingo, 24 de agosto de 2008

Sobre Comer, (in)satisfações e antibloguesias



Acendo um cigarro. A gente deveria ser assim também. Como os cigarros que se acendem e se apagam na brevidade de uma tragada podre. Não, eu não fumo. Não todos os dias. Detesto banalizações. Há quem banalize ...

(fragmento suprimido)

Até pensei em não escrever mais, porra, por um punhado de amizades que- verdade-seja-dita-escrita-mentida e/ou não editada- não ligam a mínima pra mim... não quando eu estou lá na sarjeta suja com apenas uma possibilidade de ressaca e vômito no dia seguinte. Ah, dias seguintes... sempre eles : a nos salvar/ a nos perder/ a nos matar.



Esse cigarro tá quase no fim -sim, escrevo lento... como são lentos meus gestos e reações. [...] Estou no centro mole de um pesadelo: o do não-escrever, do não-viver, do não ser. Que engodo, que grande engodo me tornei e por tão pouco... 'tão barato que eu nem acredito/ Ah, eu nem acredito'


Pronto. Levantei, acendi outro cigarro. Pena não ser maconha. Se bem que, como vocês sabem, eu nunca soube tragar um baseado e uhul e tudo mais. Sou tão ridiculamente sincero ao relatar isso e mais outras coisas que me julgam engraçado. Foi assim quando, uma vez, saindo da aula, eu falei pra uma colega que eu era dos passionais... como os adolescentes que juram amor eterno e querem morrer de amor. Tudo com a maior seriedade. Ela gargalhou. Deve até ter molhado a calcinha... e eu insisti, tentei explicar... Eita! Grande medo das verdades. As pessoas se rendem às mentiras e desconfiam até a morte das mais simples, óbvias verdades. E isso cansa pra caralho.

Penso, repito, que lâmina cortante pode ser este texto. Bete Davis de sombrancelha arqueada e sem drama de consciência deveria ser este texto. Sem a proteção de pseudônimo ou e sujeito lírico e blé ble blé. Estou infelicíssimo. Inseguro. Sem a menor idéia do que quero pra mim, pro meu futuro. Não um futuro distante, mas meu futuro-que-virá-em breve. Meu futuro presente.


(parte suprimida)


... Reconheço que invejo esses garotos burros e selvagens, nos quais eu, em vão, tento incutir virtudes, conhecimentos, regras gramaticais e comportamentais... Eles não têm nada. Mas o nada deles é tudo.TUDO o que eu queria ter. Como me murcha a possibilidade de uma vidinha enquadrada em conceitos, as emoções enlatadas, as reações previsíveis... eu quero é sarna pra me coçar, quero arrepios da sujeira das unhas às pontas quebradas dos cabelos; quero poesia, veneno, das noites boêmias despropositadas, poluídas; profundamente profanas; profíquas.

... Não suporto edificações sociais, rebeldias retóricas, metáforas que tardam e falham. Por isso minha paixão louca por enredos, palavras, imagens. Frisson e fantasia são as minhas necessidades básicas.


Preciso inventar um nome pra confessar isso? Preciso fugir de mim, pra ser eu mesmo?


Não quero ser ração do sistema de verdades.Não quero ser mera graxa, sem-graça, nessa engrenagem grosseira, gangrenada. Procurem outros. Os que melhor do que eu representam. Os adequados- adequáveis-sociáveis-tão-comemorados. Os de sucesso.


Quero fracassar, ficar assado. Redundância: quero a minha sarna que coça até arder, até fazer ferida. Quero a língua presa, solta. Meu direito ao defeito de dicção. Minhas gorduras localizadas. Minhas fantasias sexuais sujas em segredo. Minha monogamia sentimental -por que não?, minhas platônicas paixões irônicas- que nascem, correm e morrem a minha revelia.


Disse o Dudu, mais ou menos isso: somos feitos para insatisfação e ficamos insatisfeitos com isso. E ele estava tão exato que me subiram lágrimas aos olhos.


Eu choro todos os dias, por uma excessiva luminiscência ao ver tudo isso. Os espetáculos estupradores. Acho deprimente. Esses moldes castradores -essa fome por clichês, repetidos à exaustão. Será que é isso viver? Esse cu de circuito bobo?


movimento retilíneo uniforme.


UNIFORMES.


Ao longe

anárquica, disforme


MUITA FOME.

Quando conheci Rafael

' Toda uma vida que eu acreditava subterrânea e que nunca deveria ser desenterrada volta à superfície, à tona, ao sol triste, que lhe dão um cheiro podre que me delicia.'


Jean Genet. Nossa Senhora das Flores.





No quarto dele, éramos os dois em pose de Cristo duplicado. Crucificados um no outro, fincados os dois na cruz das pernas do outro.

Curitiba, julho de 2007.

"Tudo perdia a eternidade e a certeza; num lufo, num átimo da gente as coisas mais belas se roubavam. Como podiam? Por que tão de repente? [...] Só no grão nulo de um minuto, o Menino recebia em si um miligrama de morte."


' As Margens da Alegria'. Guimarães Rosa. Primeiras Estórias.






-------------A palavra me trai. E caio nessa armadilha de arame que me amarra com marra boca e mãos.

Nos vãos do que vivi, vou vagando sem diretriz, sem direção. Vem uma vontade de chorar. Porque tudo é tão bonito e passa por mim tão rápido e me deixa. E o sentido de todas as coisas me escapa. E esse desentedimento me capa. E a vida de cio castrado me parece podre.

Zdzislaw Beksinski

"Estou vivendo de hora em hora, com muito temor. Um dia me safarei, aos poucos me safarei, começarei um safari."




Ana Cristina César


















" É que Narciso acha feio, o que não é espelho "
(Caetano)





"Quer atrair o ódio de uma pessoa? É fácil. Basta ajudá-la."

sábado, 23 de agosto de 2008

Fernando... Goya

[22:47:37] stranger: to meio assim

[22:47:40] stranger: por tudo, saca

[22:47:43] stranger: esse trabalho

[22:47:45] stranger: a minha vida

[22:47:48] stranger: to com medo

[22:47:53] stranger: do que vem pela frente

[22:47:58] stranger: to ferrado

[22:48:00] stranger: dauhsaudsahusa

[22:55:17] stranger: :@

[22:55:18] stranger: hehe

[22:55:20] stranger: escreve

[23:07:28] stranger: :S

[23:07:32] stranger: ai fernandooo

[23:07:37] stranger: não vamos brigar aqui

[23:07:38] stranger: asdhausdashuduhasd

[23:07:40] stranger: :P

[23:08:13] fernando.: Eu queria te escrever alguma coisa otimista, mas
vai contra minha natureza, hahauha... E tu
é tao intrigante pra mim as vezes que me dá até medo de
como o mundo vai lidar com isso, dae eu quero ficar mais
proximo e mais longe de ti, pq tu me faz pensar em um monte
de coisas sobre a vida e o mundo, e isso é bom e
perturbador.... E eu acho que nunca mais vou encontrar
alguém assim. Por isso eu tenho mais medo do que tu.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

LABUTA PUTA

os padres podres
lambendo as picas de seminaristas
ensinam
o
é dando que se recebe.

A Nudez que não é Mudez (ficção)







Era a imitação da vida
Com paredes falsas
O coração batendo na tomada

(Imitação da vida. Tom Bloch)







ó espelho!


Água fria pelo tédio em teu caxilho gelada

Quantas vezes e durante horas, desolada

Dos sonhos e buscando minhas lembranças, que são

Como folhas sob teu gelo no oco profundo,

Em ti eu me vi como uma sombra distante

Mas, horror! Algumas noites, em tua severa fonte,

De meu sonho esparso conheci a nudez!



( Stéphane Mallarmé, Hérodiade)




A beleza esgotou-se em mim. De viço seco, só de vício vivo me reencontrei. Como se, novamente, ganhasse pele e leveza de chumbo e chama. Chagas.

... e não mais tive medo. Assumi meus infernos e feras internos, inteiros. [...] tive coragem. Muita coragem de matar em mim o que feria. O que me fazia. Mas a liberdade pode ser perigosa.

É quase como o momento que antecede um suicídio. Um assassinato. Só que freqüente.

Mas a liberdade é perigosa, por isso é mais fácil a prisão. É uma busca solitária, a minha. De pálpebras pesadas, de estímulos e preâmbulos muito particulares. Idiotas. Extingui de mim extintores e indicações. Poderiam dizer que me conformei louco. Não é mais importante, nem elogioso. Sei que estou (sou) em essência; contraditório e inteligível, sendo maximamente simples. Quase óbvio.



E por que não minto (apenas o inescapável) não mais fujo de mim. Abandonei o tablado e as grandes palmas.





[com a dor da despedida de quem aprendeu que a vida é representação em fluxo ininterrupto]

Não nutro cóleras, tampouco procuro asfixiá-las.
Reconheço-as.
São minhas.
E olhei para mim no espelho – para olheiras e manchas minhas – e vi, intrínsecas, toda violência e virtude possíveis. Complementares comendo-se. Sei que não sou importante ou especial.


Recusar prisões tem um preço. Mas o inconseqüente é que nasci apaixonado pela liberdade.





Sofrer é difícil


e não sofrer é ainda mais

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

É tiro
É pressa
É asfalto

Correria
Bate
Arranca a carteira
Pá pá pá

Rasga o peito a linha tênue vida e morte

É vida pulsante


[DJALMA NOBATO]

O Preto e Branco

"É por reconhecer que as cores foram gastas – e estigmatizadas, constituindo um artificial colorido – que o fotógrafo opta pelo preto e branco."


http://www.youtube.com/watch?v=fPswDVG5whU




a loucura
a batida
a distorção
a imagem
caídas como um anjo
no chão
a batida
na distorção
inversão
a distorção na loucura
é empirica
a imagem de um louco é explícita.
[ DJALMA NOBATO]

domingo, 17 de agosto de 2008

A Existência em Branco e Preto




Os Sentidos e as Sensações da fotografia de Ramon Gewehr





Algum leitor incauto poderia ler, no título acima, algum descrédito ou desqualificação pela fotografia do jovem e talentoso Ramon Gewehr. Ledo engano. É justamente pela escolha do preto e branco – em detrimento de um colorido clichê –, esgarçado pelo seu uso constante e comercializável, que Ramon opta por registrar em preto e branco as suas imagens. É por reconhecer que as cores foram gastas –e estigmatizadas, constituindo um artificial colorido –que o fotógrafo opta pelo preto e branco.






A ausência de cores e a soma de todas as cores que, em diálogo e não em combate, formam a imagem. Imagem que não é mera imagem. Imagem que é uma viagem não programada pelos caminhos da imaginação: incontornáveis e móveis. Imagem fecunda de sentidos que não se entrega fácil e convida constantemente o espectador a , com ela, travar um contato corpóreo na busca de sentidos e sensações. Como no próprio movimento existencial que se configura pelo encontro de contrários em contraste. Admitindo-se as matizes intermediárias (a grande escala dos cinzas) tão necessárias como as radicalizações – que seriam, nesta leitura, emblematizadas pelo branco e preto.




Conheci Ramon em uma dessas noites de desespero e de desencanto, desenrolada de dramas darks. Foi Djalma Nobato a responsável pelo nosso encontro. Travado à distância – não me envergonho de confessar que, em um primeiro momento, foram a beleza e as palavras de Ramon que me embalaram em encantos. Com o passar do tempo e, depois de conhecê-lo pessoalmente, esfarelei a primeira impressão, e, no seu lugar, brotou uma profunda admiração por esse cara que, definitivamente, tem muito mais a mostrar além do belo-rosto-e-porte e do simpático sorriso.

Ramon e eu somos diferentes. E como somos. Mas, não residiria aí o trunfo do nosso contado? Gewehr surgiu na minha vida não para responder perguntas, apontar caminhos, fechar idéias em conceitos. Ramon trouxe novos questionamentos, ângulos diferenciados. Perguntas inéditas que bem sei, não ousam calar-se. Ramon trouxe a descontração e o descontrole, me empurrando a me enxergar de novo no espelho. Ramon devolveu minha identidade integra, tão machucada por farsas tentadas em vão.


Se em alguma medida exala pessimismo a fotografia de Gewehr? Talvez. Mas não um pessimismo tacanho, fechado, apocalíptico. Um pessimismo que admite que o colorido da vida só é válido se fizer-se de fato sem grandes artifícios. Se for espontâneo e não simplesmente retórico, sem estar encarcerado a etiquetas de valor. Um “pessimismo” otimista em admitir os pólos negativos como força componente e essencial da existência. “A vida não corre colorida o tempo todo”, parece nos indicar a sua arte. E no entanto, nisso não há desespero. Há beleza. Fruição estética possível – e quase obrigatória. Essa é sua luz que não ilumina certezas, nem o pretende. Mas que dignifica os instantes, imprimindo a eles significações. Sem a arrogância dos que se promulgam donos de alguma verdade, com forjada autoridade para criticar condutas e/ou valorizar modos de existir caquéticos, que fazem vista grossa ao caótico da vida. Caos tão incomportado e sensualmente rebelde existente por detrás das teorizações.

Gewehr é um artista instintivo que reconhece que, se por um lado a fotografia é um recorte limitado de uma realidade; paradoxalmente, é por meio dela que se possibilita a dilatação de sentidos e sensações. Sua fotografia rompe com a rotina retilínea de retinas que rumam rústicas, secas de sonhos. Neste movimento de emoção estética em transe, sua fotografia transita por territórios que não se contêm em fórmulas prontas, enlatadas “que já foram armadas antes de eu nascer”, como cantou a rouca voz de Cazuza.

E isso é um dom, Ramon.












quinta-feira, 7 de agosto de 2008

sintomas

as vezes como um soco no peito...
as vezes meu peito gela, como se estivesse rachado...
as vezes ele engrandece.






[ DJALMA]

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Hoje o dia amargurou
tive medo de perder as rédeas
não levantar da cadeira
não mexer
não olhar
e muito menos viver

(essa voz me diz sempre isso)

o fraco ponto diz
levante-se
e levantar tornou-se
..como levar o mundo
aos ombros

(essa voz fraca me diz sempre isso)


a beleza e a dor
fundem-se
em um só golpe
certeiro
torno me o vazio
que a dor às vezes
sugere existir, do nada.

(peso aos ombros, costas)

.hoje vi o solmas tive tanto frio
que o cansaço me tomava
chamando o sono da abstração.
outros planetas chamavam
distantes desse
..onde o pintor errava
e em preto e branco se tornavam
janelas vagas

(peso, expressão)

a estátua que via pela janela
espelhava a própria aparência
inerte de seu rosto

(expressão)


eu chamei a vida
perguntei por ela
e ele emudecia
voltando a golpear o quadro
me perguntei se ele realmente escutava
e o que ele realmente queria

(peso, pergunta)

indaguei o porquê da solidão?
Por que preto e branco?
por que a estátua tinha sua aparência?
por que não falava?
por que não chutava o balde?


(pergunta)

pois, não vê que tu me pertences?
e nessas janelas habitam teu coração.
cortado em fragmentos.
espalhados pelos cantos.
do olhar.


(alguém de fora o diz)




[Djalma Nobato]

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Júlia

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você
era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
(Chico Buarque, João e Maria)





























minha dor bonita
















segunda-feira, 28 de julho de 2008

Móveis Coloniais de Acajú (12/07)

Melhor show da vida
[uhul, re re ] .





E eu tive o privilégio de assisti-lo acompanhado das lindas e loiras: Nina, Lê e Victória- Deyse- quente . Inesquecível. Em comemoração aos meus 23 anos.



Pra quem não conhece o som dos caras, eu recomento esse site:


http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/
Ps. Saudades dessa mulherada. Não me abandonem. Afinal "Eu mereço um lugar ao sol, eu mereço ganhar pra ser, carente profissional [...]"

Assistam

http://br.youtube.com/watch?v=RniiekRdbZg

segunda-feira, 21 de julho de 2008

poesia

" Eu to pensando em retomar minhas aulas de piano

e afogar minhas mágoas no preto e branco ."
(Mon Gewehr)









http://www.youtube.com/watch?v=Sr64NI33qUo

domingo, 20 de julho de 2008

Mon 2

eu te amo. sim. te amo. não importa o que aconteceu. nesses minutos mentidos derramados antes. sinta agora. que eu estarei aqui. mesmo longe. lindo, lindo, lindo : Ramon.

quebra cabeças

tudo é imperfeito,

tudo é quebrado

ninguém vale a pena

só aquilo que te faz bem
vale
vivo
ande,

quando ninguém quer andar

mesmo com os olhos de tédio

não espere ninguém

não espere a frustrante angústia

alheia

tudo é imperfeito tudo é quebrado

fique, vá, pra lá e pra cá
os dados movimentam os ventos que trazem o caos
das novas coisas.a surgir como relampagos.de uma tempestade
prestes a atingir.quando sempre a tensão andou perto da vida.tudo se encaixa
imperfeito, quebrado
em seu lugar.


(DJALMA NOBATO)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Livre.

" A memória é uma ilha de edição" .

" Você viu só que amor, nunca vi coisa assim
que passou nem parou,
mas olhou só pra mim.
Olha,
é como o verão,
quente o coração"
(Samba de Verão)





Quando conheci o Carlos, eu estava imerso em um período de intensa liberdade existencial. De esquartejar limites. De me aventurar por lugares incomuns. Estava convicto que a vida tinha uma batida- louca bem distanciada das convenções. Tão simplórias e entediantes. Sabia que as cores do meu universo seriam diversas das cores de outros. Eu teria o poder e o pudor de respeitar o meu " destino".


Nunca mais fui tão pleno como naquele verão de incêndios.

Ficamos (Carlos e eu) entre as paredes do quarto dele, nus, de sábado até segunda... No mesmo verão, conheci o Kalil, antes, no entanto... penso nele(s) até hoje.



A saudade tem umas regras próprias. A saudade é criativa. A saudade esmaga negativos.


Kalil e Carlos, onde vocês estejam, saibam: verão como aquele, não se verá mais.



"Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro"



Querido Diário (Tópicos para uma semana utópica)
Cazuza












" Vou falar-lhe de segredos de
famíla, essa sagrada instituição que pretende incutir
virtude em selvagens. Repita o que vou dizer: sagrada
família, teto de bons cidadãos. Diga! As crianças são
torturadas até mentirem. A vontade é esmagada pela
repressão. A liberdade é assassinada pelo egoísmo. Família,
porra de família!"
















"Último Tango em Paris", dir. Bernardo Bertolucci



No meu caminho, havia o descaminho tratado à trote pelo destino (como trote do destino). Foi no descaminho que nos pexamos- entre choque de ramos de espécies exóticas (entre si) exalando estranhamento e atração.

Teu olho brilhou focado no meu, magnetizando meu corpo, caçando meus sentidos, entorpecendo meu espírito.


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Revirando-me por dentro

você foi se aproximando

apalpando

com tua presença
cada vez mais perto...


fiquei esfolado, com gula da tua saliva



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Fora de mim,

a música vibrava e corpos estranhos e anônimos contorciam-se -figurantes sem figura definida- no balanço cansado das luzes coloridas. Girando, promíscuas.

Gemeu em mim um estalido, e hipnotizado, rompi bruscamente com a minha dança. Como criança ganhando presente novo, fiquei parado, no meu canto, encantado.

Catei, com a mão, o copo de cerveja e, com sofreguidão, sorvi a bebida como se fosse um ermitão no meio do deserto, tomando uma miragem.



Foi então que você veio se aproximanto- diminuindo -gradativamente- a- distância (curta? longa?) que nos apartava. Nesse trajeto, que durou segundos, mas que transcorreu como se fosse registrado em câmera lenta, você foi apalpando algo de mim ao mesmo tempo em que apertava no brim da minha calça o excitamtento pela tua presença. forte. cada vez mais perto de mim.












teus olhos brilharam no escuro como relâmpagos em noites de tempestade. Infestado pelo teu fulgor senti medo e paz. E um breve conforto- frágil e oscilante; ágil e enebriante.


Irresisti ao teu convite/ porque coçava em mima vontade vasta de sentir o calor do teu corpo. " De tocar meu corpo de homem no teu corpo rijo de homem" . De ganhar vida com o contato macio da tua língua incitando-me a um cio de você. De sentir meu pau endurecer ao teu toque...

Me entreguei de cabeça, pronto ao teu sequestro. Desaqueci o racional e fui recebendo o mundo reverberativo do gozo, da emoção, da paixão. Parei de pensar e comecei apenas a sentir tudo através da minha glande vermelha , estourando de tesão.

Me atacando pelas vértebras, degustei de casa instante do teu toque instável.

OS ESCRÚPULOS DO MUNDO PODRES, ESGOTADOS. DESGOSTOSOS.

Ainda um pouco bêbado, mas mais embebido pela tua ereção, fui sentindo o teu corpo liso subindo sobre o meu. o calor da tua vara estendida pulsando reta em minha direção. cerrei os olhos subitamente e passei olhar pela ponta dos dedos... era por elas que eu sentia tua pele, teus pelos, teu calor... como uma mosca que enxerga em várias direções....

músculos e fibras

tua barba maltratando a minha recém-raspada,

e eu

nem me importando

com cada irritação que crescia (eu sabia) pois assim teria uma lembrança tua...

mais elástica , não tão efêmera

que me interessava, mesmo se ferisse a minha face, e me fizesse mais feio.





" A vida quase nos intoxica. Mas é mesmo assim. Outra forma é deformação. Deturpação. Ao menos, para mais, para mim. "

" Não há vergonha ou orgulho nas minhas confissões. Há a vida que eu vivi, somente."

simples assim

"olha que coisa mais linda"
" Ah, beleza, essa prostituta sedutora de pobres corações"
"e já penso-te. não em ti, mas um pensamento todo teu."
"quero pintar meu quarto da cor dos teus olhos"
"presente-presente"










Simba,

tu dá um samba,

sim.

" e o mundo inteirinho se enche de graça, por causa do amor, por causa do amor"

[23:43:32] Tio da Júlia: Gastrite

[23:43:32] Tio da Júlia: Gastrite
[23:43:39] Tio da Júlia: a boca do estomago
[23:43:42] Tio da Júlia: inflamada
[23:43:47] Tio da Júlia: infracionada de dores
[23:43:50] Tio da Júlia: danadas
[23:43:55] Tio da Júlia: quisera eu
[23:44:00] Tio da Júlia: de forma encantada
[23:44:05] Tio da Júlia: te dar prazer
[23:44:11] Tio da Júlia: e te livrar da dor.

Mon

Pega eu

Me pega

Me apaga

Me rasga

Me engasga




Gago fico
Falando fácil
Bêbado de desejo.

Eu era mudo e só

" A perplexidade do moço diante de certas
considerações tão ingênuas, a mesma perplexidade que um dia
senti. Depois, com o passar do tempo, a metamorfose na
maquinazinha social azeitada pelo hábito de rir sem
vontade, de falar sem vontade, de chorar sem vontade, de
falar sem vontade, de fazer amor sem vontade... O homem
adaptável, ideal. Quanto mais for se apoltronando, mais há
de convir aos outros, tão cômodo, tão portátil. Comunicação
total, mimetismo: entra numa sala azul, fica azul, numa
vermelha vermelho. Um dia se olha no espelho, de que cor eu
sou? Tarde demais para sair pela porta afora."
'
( Eu era mudo e só - Livro: Antes do Baile Verde)

domingo, 13 de julho de 2008

O SIGNO NA PELE (1981)


O LABOR DISCRETO Waldo Motta


As coisas não mudam assim

da noite para o dia, céleres.

Por isso, perdi a flama

que fazia de meus versos

uma tocha iracunda.

porque no final das contas

o importante é ter mudado

um pouco de mim, ao menos.

O cupim, no anonimato,

rói as vértebras deste tempo.

A deusa e o demônio


Estava a se admirar

Eu estava a admirar

Tamanha beleza em que desperta

Meus monstros

Em teus monstros

Sou meu próprio carrasco

Rindo e assistindo

...sem perder o escape

Cometo crueldades

Em que uma deusa, nem imaginária

Meu espelho não convém

Ela diz sobre o meu reflexo em seu espelho

Sentada em

seu sofá

seu!

sirvo uma água


um beijo

um ombro

meu pescoço

agora não mais ando


vivo a deusa que fostes pra mim

o demônio severo

Desperto no teu olhar

foi entregue

vive em outras mãos, descuidadas


mas cheia de reparos sensíveis

um cego de mãos atadas

esses sim

dignos de ti - perdido em cegueira

não contemplam tua imensidão.

Nem sabem que tu

Deforma ambientes


Ao falar, ao aparecer, ao viver

Ilusão auditiva és tu

Como em os demais sentidos


(Djalma Nobato)

Ramon








Desejo de ser




Sim,

Um poeta prático

Desses que se praticam

À pampa

Às pencas



De rimas fáceis

De faces falaciosas

De ócios desfrutáveis e invejados


Para compor
Poesia comprada
Pra te seduzir
Em (uma)cantada .

sábado, 12 de julho de 2008

prontofalei.

sem hipocrisia:


sou a favor da legalização da eutanásia, do aborto (com critérios rígidos), e da comercialização da maconha.

Biográficas

Aos 23 anos e depois de muita polêmica, Andrei Moura acerta as contas com o passado.


Andrei escreveu um livro para contar como sofreu na infância.


"Eu me vi, olhei o mundo e não gostei do que vi. Aí, inventei meu próprio mundo. (...) Cresci no mundo que criei, porém andava no dos outros. Porque a vida é assim. É de praxe. Nunca ninguém soube do meu universo. Nele, cabe tudo."


(Fischer. A pequena Moisi)

Distintas pessoas





Carlos Mojito não é a mesma pessoa que Djalma Nobato.
Eles são amigos e trocam experiências de vida juntos.
Escrevem juntos em alguns momentos, geralmente jogados ao ar, pela ausência de papel e pela embriaguez do ar que a rua nos remete.






(Djalma Nobato)





01:10


Já passa a meia noite

O dia passa

Passado, lembrado na memória.

Sou péssima pra datas, péssima.(acordada com o despertador)

O que lembro é que teu aniversário foi ontem

E o que poderia dizer além de tudo de bom?

Nada de bom?

Que a 19 anos atrás tu tava nascendo num dia 19?

Não me custa nada deixar palavras pra você neste dia, amanhã ou depois de amanhã...

Inertes palavras

Esboçam significados

Pausados.

Não saberia dizer de outra maneira.

...funcional forma...

Poderia também, me transformar num espelho, que tudo o que deseja é o que outro deseja a mim.

Não me parece bom ainda, parece distorcido.

Acho que o que desejo, são mais primaveras de vida.Mas não as insossas.

Aquelas vividas com o corpo e mente.corpomente.

E dias de sol a energizar o corpo.

Longe de ti.

Tão longe.

Que nada importa agora.

Nem meu desejo em te desejar boas coisas.


(Djalma Nobato)

Eu entendo do medo, do susto, do inesperado.das novas coisas em uma nova mente.das mudanças, frações, respirações.situações simulam a vida.e um novo suspiro chuta nova imaginação,ao lado o desespero. do salto inquieto sobre o pensar.a estranheza que o próximo facilita.a força que recorre.a duvida que estremece.dos impulsos que não cessam pelas vontades contidas.das novas invenções para satisfazer as lições.das emoções.da força que nos mantêm em pé.ao dia a dia.a imaginação,puro fetiche.tesão.




..contido tesão.a explosão.a frente o enigma sintético pra esconder vontades.questão.




O obvio.ali na frente.e o que nos é ensinado?reprimir.reprimir e reprimir.o mundo as sufoca.sufoca sua imaginação.masturbação.penetração.e eu as pergunto.
Lamberemos a safadeza do mundo? Seremos inusitados? Catchup com manteiga e leite condensado.novamente gritaremos qualquer asneira que realmente te quebre?nos rasgaremos em pró a um objetio?carne, alma.vida!
como marés límpidas.





(Djalma Nobato)




-Eu não vi nada, nem senti nada.-Insossa é a comida de cada dia, aos pés de um circulo vicioso de uma cama tão cômoda foi o que ela pensara sobre as poucas coisas que vivia no dia a dia.


Algo a motivava a extravasar tamanha vontade do novo, mas voltava ao antigo, caseiro, conforto do lar.




-Não demoraria até se dar conta que aquilo não era seu lugar, pela tal energia mal canalizada.-



Ao acordar, o sorriso não era mais o mesmo falava rápido para esconder o choro ao se perguntar de onde surgia tamanha tristeza e vazio em seu coração.Abraçara o irmão e a sua mãe que nunca a viram nesse estado e foi caminhar pela praça. Encontrando paz e estabilidade que tanto procurava, respirar fundo, ela lembrara de suas paixões que habitam pelos cantos do mundo de sua imaginação.




-Lembrava de cada frase, cada sentido, cada sentimento proposto nem percebendo os demais, mas eu sabia.-




Voltou a sua casa, todos na mesa a sua espera, seu olhar começou a brilhar, lentamente sentia as coisas simples a invadirem como raios, já modificando seu sorriso.



-Ela saberia para onde correr nos momentos de fragilização-





Que deixara a tristeza de lado por alguns minutos.




-Menina perdida, menina perdida, para onde vão os grandes segredos que habitam em ti? As tais confusões, os nós.Que não se libertam, nem habitam perto da vida ou morte.-



– Aos sentimentos genuínos carregados em tua alma, sente e é humana.-



Ela andava após o almoço e deseja, desejava o mundo a seus pés, estando aos pés do mundo. Sua própria casa, seus pertences e amores coloridos espaciais, lunáticos, e insatisfatórios.Todos ferem, rasgam, martelam sua cabeça e ela sabe quando os faz sangrar, não é boba muito menos burra, só é sensível e egoísta.




-Com todos meios de proteção, no inverno ela usa diversos casacos, vivendo com frio. Lembro de vê-la tremer-



E caminhando, ela nota as flores com cores mais fortes, observando a natureza como mãe de tudo, sentindo-se uma criança que distraí os maléficos pensamentos a simples beleza de um olhar, a profundidade de estar viva.



-Invejei todo esse espírito, queria pra mim, como parte de mim!-


-Não se torna instável, fixa a visão, viaja aos oceanos, mares e universos.Tenta enganar-se tentando alcançar coisas que não almeja, vejo tão claro. Está tão claro-


A profundidade que hipnotiza tudo ao redor, das peneiras que tornam tudo um pouco superficial aos passantes, pode andar aos céus descalça e rir da cara do sol, luminoso ao contra por de seus devaneios, pois não importa a quem olhe. Ela não estará só.



Tornando-se rainha do seu mundo.


(DJALMA NOBATO)
Tive arrepios esta tarde só por ela passar por mim, sentia falta disso e muito mais do nojo aparente. Durante boa parte de minha vida me dediquei a fazer coisas belas pelos outros, enquanto eles incalculavelmente puxavam meu tapete, cheios de milhões de desculpas e significados mil. Feito é feito já diriam eles ao tropeçarmos, nada temos a fazer se não perdoar nem nos dando ao direito de chorar o leite derramado.




Sabemos os passos que devemos dar agora, mas que isso não se repita e é sempre assim, sempre a última vez que como sabemos nós pobres humanos arrecadamos durante a nossa vida milhões de insatisfações e liberamos elas, talvez batendo nas esposas, nos viciando e reprimindo até o insuportável. Descobri a maldade em meu inconsciente, das palavras que escapam, nunca são sem querer e nem devem ser usadas desculpas de erros.


E sim, são calculadas. É assim mais ou menos, isso juntou disso com mais aquilo que formou isso. Portanto pessoas de bom coração, nunca duvidem da sua perversidade escondida entre aparências do dia a dia.


Lembro que uma vez me falaram que aquilo que escapa primeiro da nossa boca é o que realmente acreditamos, cuspimos fragmentos de verdades nem sempre bonitas, somos só um espelho do rosto alheio e todas suas impressões virtuais e sendo virtuais. Não são reais.




Eu sei que sentia falta do nojo e desprezo. Puros testes. Sentenças de um sentimento. Pois admiro tanto a maldade quanto a bondade que povoa os pensamentos, nobres e extremos de 8 ou 80. Sei que isso agora se torna desculpa para me prejudicar, pois assumo minha culpa, não me escondo atrás de uma máscara, não nesse momento e assim cedo aos julgamentos. Puros testes.


Sentenças de um sentimento.



...Alguém sabe extravasar sem cortar?


Aprendendo que vivemos em uma sociedade olho por olho e dente por dente.




(Djalma Nobato)





Sinto uma falta em mim
Algo incompleto
Obrigação, pressão e convenção.
Não acompanha meus pés gelados no asfalto
Que não racionam a imensidão
Do viver e satisfazer
Básico, sem peso que remete a um pensamento antigo.
E pouco hipócrita.

Espantar os dedos na cara
De quem nunca se olhou no espelho
De quem nunca errou.
Sem passo em falso.



(Djalma Nobato)